E a vida continua...

Jefferson Severino - 23/11/2019 SC 01571 JP

E a vida continua...

 
 
... "Vi meu pai morrendo na minha frente e não entendi porque Deus o matou... E desse dia em diante não mais acredito em Deus".
 
Frases como essas são uma constante.
 
Quando não conseguimos entender o fenômeno da vida e da morte, revoltamo-nos contra Deus, como a criança se revolta contra a mãe quando esta lhe obriga a beber um remédio amargo.
 
A idéia falsa de um Deus perverso e caprichoso, que mata uns antes dos outros, que castiga alguns e privilegia outros, que dá a riqueza a poucos enquanto muitos vivem na miséria, é a responsável pela revolta de muitos.
 
Concebendo um Deus temível, possuidor de todos os vícios humanos, pensamos que esse ser invisível está sempre à espreita para nos pregar uma peça.
 
A nossa visão ainda míope no que diz respeito às leis que regem a vida, nos faz sofrer como filhos ingratos que não compreendem as atitudes dos pais amorosos que têm como único objetivo a felicidades dos seus.
 
Enclausurados na concha do egoísmo, não percebemos que nossos bem-amados não são os únicos que saem de cena na vida física e só nos incomodamos com Deus quando ele mata um dos nossos.
 
Indiferentes às leis que regem a matéria, não vemos que tudo o que nasce, um dia tem que morrer, ou melhor, se transformar.
 
E o nosso corpo físico também é matéria, e como tal tem que se dissolver um dia. Mas quando isso acontece esquecemos de que somos espíritos imortais e não apenas um corpo que desaparece na poeira do chão.
 
Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e por isso mesmo viveremos por toda a eternidade.
 
O que nos tem causado insegurança é pensar que Deus é a nossa imagem e semelhança e que, portanto, é portador de todos os vícios humanos.
 
Somos espíritos. E como tal somos imortais. Mas para que atinjamos a perfeição é preciso mergulhar na carne através da reencarnação.
 
Ao homem é dado morrer uma só vez, assegura o evangelho. Mas ao espírito não é possível a morte.
 
Um dia, num futuro ainda distante, não precisaremos mais entrar nem sair da carne, porque já teremos desenvolvido em nós a imagem e semelhança do Pai.
 
Jesus, após a morte do corpo, surge com toda vitalidade, em espírito, para legar à humanidade a certeza da imortalidade.
 
Dessa forma, não nos iludamos. O túmulo não é o fim da vida. É apenas o começo de uma nova fase de aprendizado para o espírito imperecível.
 
Compreendendo a sabedoria e a perfeição das leis divinas, mudaremos a nossa reação diante da partida de um ser querido.
 
E diremos com segurança: "Ví meu amado deixando o corpo físico na minha frente e entendi porque Deus o levou... É que Deus o ama mais do que eu e o quer, por algum tempo, no mundo dos espíritos. E, desse dia em diante, espero ansioso a oportunidade de um reencontro feliz. E por esse motivo, mais acredito e confio em Deus..."
 
* * *
 
O que chamamos morte, nada mais é do que um fenômeno biológico natural.
 
Seja pelo desgaste normal dos órgãos físicos ou de outra forma qualquer, todos deixaremos o corpo e voltaremos à pátria espiritual de onde partimos um dia.
 
Assim, tenhamos a certeza de que a separação é apenas temporária. E que mais cedo ou mais tarde tornaremos a reencontrar nossos amores dos quais sentimos saudades.
 
Pensemos nisso!
 
Fonte: www.momento.com.br
Equipe de Redação do Momento Espírita




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