Passado e Dor - Joanna de Ângelis

Jefferson Severino - 03/12/2019 SC 01571 JP

Passado e Dor
Joanna de Ângelis

 
No passado espiritual de cada criatura se inscrevem as causas dos sofrimentos humanos.
 
Enfermidades irreversíveis, problemas teratológicos, perturbações psíquicas de largo porte, limitações e mutilações físicas, degenerescências orgânicas e mentais, aberrações congênitas procedem do uso indevido e abuso do livre arbítrio quando de outras experiências evolutivas em reencarnações pregressas.
 
É das Leis divinas que ninguém pode abusar impunemente dos tesouros inalienáveis de que usufrui na condição de ser inteligente.
 
A realidade física impõe deveres para com os implementos orgânicos e as delicadas peças encarregadas das manifestações intelectuais, concedidas pela Divindade para a aquisição de sabedoria e felicidade para o Espírito em evolução.
 
Os desregramentos de qualquer expressão impõe necessidades reparadoras que gravam nos recessos do Espírito as matrizes que organizarão as futuras engrenagens de que se utilizará a vida para realizar as altas finalidades.
 
Não obstante os problemas e as dores que traduzem necessidade urgente de reparação interior, é também da Lei que toda aquisição de ordem superior funcione como bênção que faculta liberação carcerária no programa de resgate espiritual. Equivale a uma compensação de que se utilizam os Benfeitores da Humanidade para minimizar as angústias e expiações necessárias aos calcetas, em razão da própria depuração.
 
As leis que regem o Universo são de amor, e o amor não implica em conivência com os engodos e erros do ser amado, antes se estabelece mediante o impositivo da sua libertação e da sua ascensão para Deus.
 
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Normalmente os que padecem determinadas constrições orgânicas e mentais, como expurgatórios abençoados, se tornam causas de dores angustiantes para pais, familiares e amigos. Ocorre que todo aquele que se encontra vinculado direta ou indiretamente aos que expunge, aí não estão a expensas do acaso, na condição de vítimas que sofrem injustamente.
 
Não há equívocos no Estatuto Divino.
 
Antigos comparsas, sequazes de loucuras, êmulos e estímulos de desequilíbrios, fatores causais de suicídios chocantes e homicídios hediondos renascem no mesmo grupo genético, a fim de participarem do resgate das suas vítimas ou dos seus cômpares.
 
O mesmo ocorre em relação aos seres queridos que retornam à Vida Espiritual de surpresa, deixando na retaguarda pais e amigos com a alma dilacerada.
 
Antigos suicidas, que volvem a cumprir período não resgatado, vinculam-se àqueles antigos amores que os levaram à alucinação autocida, deixando-os mergulhados na rude saudade, mortificados pela dor...
 
O presente, porém, é ensancha sublime que a todos compete aproveitar.
 
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Enxuga o pranto, transforma a saudade em sinfonia de esperança, atende à enfermidade, conduze resignado a cruz dos padecimentos libertadores, confia e espera.
 
O amanhã será o teu dia de sol e de bem-aventuranças.
 
Não desfaleças ante as conjunturas aflitivas.
 
Desde que provéns do passado de erros e perturbações, edifica o teu porvir de venturas, amando, servindo e renunciando desde agora, porqüanto o bem é a única linguagem eterna a produzir incessantemente felicidade plena e sem jaça.
 
Joanna de Ângelis
Do livro: Leis Morais da Vida
Psicografia de Divaldo P. Franco
 
 
 




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